quarta-feira, 27 de junho de 2012

A permissividade e o mau exemplo.











Adriano foi visto com traficantes, participou de dezenas de casos policiais, faltou a treinamentos, causou intrigas e mesmo assim foi bem visto no Corinthians. Repetiu as mesmas cenas, causou os mesmos problemas, e é tido como salvador no Flamengo. Ronaldinho Gaúcho pintou e bordou na noite carioca, não jogou nada, custou mais do que rendeu, e foi acolhido como herói em Minas.
Ambos os casos apenas ilustram a situação que o futebol brasileiro vive. A falta de craques, a falta de jogadores vinculados aos seus clubes, a troca exagerada de elenco acabaram causando essa "vista grossa" aos atletas polêmicos, porém habilidosos. Quando um clube vê a chance de contar com um jogador de renome, imediatamente faz o possível e o impossível para contar com o atleta, que não necessariamente tem merecido tal posição de destaque. Os clubes não pensam na exposição negativa que tal contratação acarretará, não pensam nos problemas de grupo que o jogador trará, mas principalmente não pensam no mau exemplo que é passado aos seus jovens jogadores ( e torcedores, porque não?).
A mensagem que é passada é que você não precisa ser um bom profissional, não precisa ter respeito as ordens do clube, não precisa respeitar os superiores, mas simplesmente ser habilidoso, que tudo dará certo para você. Claro que jogadores como Adriano mostraram sua qualidade em campo, mas um jovem jogador não vê por ai. Para ele, jogar bem e se destacar já é o suficiente. Essa permissividade em troca de resultados ( tanto financeiros quanto em campo) vai acabar danificando as estruturas do futebol de base nacional, gerando grandes jovens jogadores como sempre, mas jogadores de temperamento irresponsável e arrogante. O futebol está sempre se modernizando, evoluindo, junto com a humanidade. Será que esse não seria um grande passo para trás?

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